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quarta-feira, 15 de maio de 2019

VOLEIBOL







  • O voleibol é um esporte disputado por dois times que têm como objetivo lançar uma bola por cima de uma rede e fazer com que ela atinja o chão da quadra adversária, marcando, assim, um ponto.
  • A quadra onde o jogo ocorre mede 18 X 9 m e é dividida por uma rede, de modo que cada lado meça 9 X 9 m.
  • Cada time é formado por seis jogadores e ocupa um dos lados da quadra.
  • Cada vez que recebem a bola, os times podem tocá-la apenas três vezes.
  • O jogo é dividido por sets e intervalos entre os sets.
  • Vence o jogo o time que, alcançando o número de pontos necessários, conquistar três sets.






História do Voleibol



Fundamentos do Voleibol


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

ESPORTE PARA PESSOAS COM NECESSIDADES ESPECIAIS


Os benefícios do esporte para portadores de necessidades especiais




Dizer que a prática de esportes é muito importante para as pessoas de todas as idades é chover no molhado. Já está mais que comprovado que praticar esportes com regularidade traz inúmeros benefícios para a saúde física e mental dos praticantes, além de melhorar a qualidade de vida. Para as pessoas com deficiência, praticar esportes pode representar muito mais que saúde.



Aspectos positivos



No aspecto físico, melhora a agilidade, equilíbrio, força muscular, coordenação motora, resistência física, melhora das condições organo-funcional (aparelhos circulatório, respiratório, digestório, reprodutor e excretor), velocidade, ritmo, possibilidade de acesso à prática do esporte como lazer, reabilitação e competição, prevenção de deficiências secundárias, promoção e encorajamento do movimento, desenvolvimento de habilidades motoras e funcionais para melhor realização das atividades de vida diária, entre outros.

No aspecto social, o esporte proporciona a oportunidade de sociabilização entre pessoas com e sem deficiências, além de torná-lo mais independente no seu dia a dia. Isso sem levar em conta a percepção que a sociedade passa a ter das pessoas com deficiência, acreditando nas suas inúmeras potencialidades.

No aspecto psicológico, o esporte melhora a autoconfiança e a autoestima, tornando-as mais otimistas e seguras para alcançarem seus objetivos, ajuda também, aumentando a integração social, redução da agressividade, estímulo à independência e autonomia, experiência com as possibilidades, potencialidades e limitações, vivência de situações de sucesso e de frustração, motivação para atividades futuras, desenvolvimento da capacidade de resolução de problemas, entre outros. “O esporte é muito importante para o sentimento de que tudo é possível dentro das minhas limitações e adaptações para execução daquilo que desejo fazer ou praticar”, explica Ademir Cruz de Almeida, presidente da ABDF (Associação Brasileira de Desportos para Deficientes Físicos) e da WAFF (World Amputee Football Federation).

O presidente da ABDF conta também que já praticou natação, voleibol sentado, atletismo e, atualmente, se dedica ao futebol para amputados, que ainda não é uma modalidade paraolímpica, mas é uma prática em que o Brasil se destaca e é tetra-campeão. Sua relação com o esporte começou com um convite de um preparador físico que o estimulou a nadar. Chegou a praticar as atividades junto com pessoas sem deficiência e posteriormente resolver se dedicar ao paradesporto.

“Hoje, sonho que o futebol para amputados se torne paraolímpico um dia. Essa modalidade já me proporcionou vários momentos inesquecíveis na minha vida e oportunidades de crescimento cultural, social, político etc. Tudo o que tenho hoje foi graças ao paradesporto”, orgulha-se.

Esporte para todos?

Todas as práticas esportivas devem ter um acompanhamento médico. Essa é uma regra que vale para qualquer pessoa. Caso a pessoa tenha, por exemplo, alguma doença ou limitação cardíaca, respiratória ou circulatória, é fundamental que um médico avalie os riscos da prática esportiva. “É fundamental ter condições físico-motoras para desenvolver a atividade escolhida e estar sob orientação de um profissional especializado”, explica Patrícia.

Ademir também sugere que o interessado escolha, de acordo com as suas limitações, a atividade física que melhor pode ser desempenhada. Após estas etapas, é importante procurar os clubes, associações e academias que trabalham com a modalidade pretendida.

Modalidades Esportivas

As modalidades esportivas para os portadores de deficiências físicas são baseadas na classificação funcional e atualmente apresentam uma grande variedade de opções. As modalidades olímpicas são o arco e flecha, atletismo, basquetebol, bocha, ciclismo, equitação, futebol, halterofilismo, iatismo, natação, rugby, tênis de campo, tênis de mesa, tiro e voleibol ( ABRADECAR, 2002). Apresentaremos algumas das modalidades esportivas, as mais conhecidas, que podem ser praticadas pelos deficientes físicos, sendo:

Arco e flecha: Esta modalidade esportiva pode ser praticada por atletas andantes como amputados ou por atletas usuários de cadeiras de rodas como os lesados medulares. Todas as deficiências físicas podem participar desta modalidade esportivas, respeitando estas duas categorias, em pé e sentado. A participação em competições e o sistema de resultados são semelhantes à modalidade convencional olímpica.

Atletismo: As provas de atletismo podem ser disputadas por atletas com qualquer tipo de deficiência em categorias masculina e feminina, pois os atletas são divididos por classes de acordo com o seu grau de deficiência, que competem entre si nas provas de pistas, campo, pentatlo e maratona. Esta é uma modalidade esportiva que sofre freqüentes modificações, visando possibilitar melhores condições técnicas para o desenvolvimento desta modalidade.

Basquetebol sobre rodas: é jogado por lesados medulares, amputados, e atletas com poliomielite de ambos os sexos. As regras utilizadas são similares à do basquetebol convencional, sofrendo apenas algumas pequenas adaptações.

Bocha: Esta modalidade esportiva foi adaptada para paralisados cerebrais severos. O objetivo do consiste em lançar as bolas o mais perto possível da bola branca.

Ciclismo: Neste esporte participam atletas paralisados cerebrais, cegos com guias e amputados nas categorias masculina e feminina, individual ou por equipe. Pequenas alterações foram realizadas nas regras do ciclismo convencional, melhorando a segurança e a classificação dos atletas de acordo com sua deficiência, possibilitando adaptações nas bicicletas. Os atletas participam de provas de estrada, velódromo e contra-relógio.

Equitação: Os deficientes físicos participam deste esporte apenas na categoria de habilidades. Para esto é necessário analisar os possíveis deficientes que podem participar.

Esgrima: Este esporte é praticado por atletas usuários de cadeira de rodas como os lesados medulares, amputados e paralisados cerebrais em categorias masculina ou feminina. Estes atletas participam das modalidades de espada, sabre e florete, sendo provas individuais ou por equipes. Para participação em eventos competitivos todos os atletas são presos ao solo, possuindo os movimentos livres para tocar o corpo do adversário.

Futebol: Nesta modalidade esportiva, sendo que o atleta portador de paralisia cerebral compete na modalidade de campo e o atleta amputado compete na modalidade de quadra. Alterações nas regras como o número de jogadores, largura do gol e da marca do pênalti estão presente.

Halterofilismo: Esta modalidade esportiva é aberta a todos os atletas portadores de deficiência física do sexo masculino e feminino. A divisão de acordo com o peso corporal em 10 categorias.

Iatismo: Todos os atletas deficientes podem participar, as modificações são realizadas apenas no equipamento e na tripulação, não havendo alterações nas regras da competição.

Lawn Bowls: é um esporte similar a Bocha, sendo este aberto à participação de todas os portadores de deficientes físicas.

Natação: As regras são as mesmas da natação convencional com adaptações quanto as largadas, viradas e chegadas. As provas são variados e os estilos abrangem os estilos oficiais. As competições são realizadas entre atletas da mesma classe. Podem participar desta modalidade esportiva portadores de qualquer deficiência, sendo agrupados os portadores de deficiência visual e os demais.

Raquetball: Este esporte pode ser praticado por atletas paralisados cerebral, é possui características similares ao tênis de mesa.

Rugby em cadeira de rodas: Esta modalidade foi adaptada para lesados medulares com lesões altas - tetraplégicos - que realizam um jogo com bola de voleibol com objetivo de marcar pontos ao fazer com que a bola ultrapasse uma determinada linha no fundo da quadra.

Tênis de campo: Esporte realizado em cadeiras de rodas, independente do tipo de deficiência física que o atleta possua nas categorias masculina e feminina. As regras sofrem apenas uma adaptação em relação ao tênis de campo convencional, sendo esta que a bola pode quicar duas vezes, a primeiro pingo deverá ser dentro da quadra. As categorias são: masculino e feminino, individual e em duplas.

Tênis de mesa: Deficientes físicos como o lesado cerebral, lesado medular, amputados ou portador de qualquer tipo de deficiência física pode-se participar desta modalidade esportiva, onde as provas são realizadas em pé ou sentado. As provas podem ser realizadas em duplas e individuais, sendo a classificação de acordo com o nível de deficiência. As regras sofrem poucas modificações, em relação ao tênis de mesa convencional.

Tiro ao alvo: Esporte aberto a atletas com qualquer tipo de deficiência física do sexo masculino ou feminino, nas categorias sentado e em pé. As equipes podem possuir atletas de ambos os sexos e diferentes tipos de deficiência física. As provas podem ser realizadas utilizando pistola ou carabina.

Voleibol: Poderá ser praticado por atletas Lesados medulares que participaram da modalidade de voleibol sentado e os amputados, que participarão desta modalidade em pé.

Links

Organizações Nacionais

Organizações Internacionais

Organizações por Estado

Amazonas

Ceará

Maranhão

Paraíba

Rio Grande do Norte


FONTES:


VÍDEOS SOBRE O ASSUNTO


























































quarta-feira, 5 de setembro de 2018

BADMINTON


BADMINTON


Badminton é um esporte dinâmico praticado entre dois ou quatro jogadores. Ainda que seja semelhante ao tênis, que usa raquetes e está dividido por uma rede, ele possui suas peculiaridades. 

Ao invés de uma bola, ele é jogado com uma espécie de peteca, chamada de volante ou birdie. 

Ao contrário do que se possa imaginar, ela atinge velocidade superior a de uma bola de tênis, podendo chegar até 300 km/h. 

Partida de Badminton

Essa modalidade exige um grande treinamento físico por parte dos atletas e envolve agilidade, coordenação e reflexo. Ela é praticada por homens, mulheres e crianças, sendo considerado o esporte de raquete mais rápido do mundo. 

História

O badminton foi criado no século XIX na Inglaterra, inspirado num jogo que era praticado na Índia chamado de Poona. No entanto, um jogo semelhante já era praticado na Grécia Antiga: Tamborete e Peteca. 

O nome desse esporte está relacionado com a Badminton House, local que supostamente foi jogado pela primeira vez. A Badminton House era propriedade do Duque de Beaufort's. 

Fachada da Badminton House

Sua popularidade foi crescendo com o passar do tempo. Da Inglaterra ele foi levado para outros países da Europa, Ásia e América. 

Entretanto, no Brasil, o Badminton ainda não é um jogo muito popular, embora essa modalidade venha crescendo a cada ano. 

Sua consolidação se deu com a fundação da "Federação Internacional de Badminton", em 1934. Atualmente o nome desse órgão é Federação Mundial de Badminton (BWF) e sua sede está localizada na cidade de Gloucestershire, na Inglaterra. 

Essa entidade é responsável por organizar eventos desse esporte, com destaque para o "Campeonato Mundial de Badminton". 

Hoje, mais de 130 países são membros da Federação. Alguns países que dominam esse esporte são: China, Indonésia, Coréia e Malásia, todos no continente asiático. 

Somente no início da década de 90 que o badminton foi incluso nas modalidades olímpicas. Sua estréia aconteceu nas Olimpíadas de Barcelona em 1992. 

No Brasil, a primeira partida oficial de Badminton foi realizada em São Paulo no início da década de 80. 

Em 1993 foi criada a "Confederação Brasileira de Badminton", responsável por organizar eventos desse esporte no Brasil. Sem dúvida, esse momento foi crucial para o aumento da prática do badminton no território nacional. 


Regras: Como se joga?


Jogadores 

O Badminton pode ser praticado entre 2 jogadores adversários (modalidade simples) ou entre 4 jogadores (modalidade duplas), sendo 2 de cada equipe. No início, o juiz lança uma moeda no ar e por meio da cara ou coroa ele indica qual time irá começar. 

Com o saque inicial o jogo se desenvolve com diversos movimentos de ataque e defesa. É importante que a peteca não ultrapasse as linhas da quadra. O primeiro set termina com 21 pontos. Entre ele, o segundo e o terceiro set há um intervalo. 

No jogo de badminton, é considerado falta se o jogador enconstar na rede, a peteca enconstar no corpo ou ocorrer invasão do espaço adversário. Não é permitido dar dois toques consecutivos na peteca no mesmo lado da quadra. 

Quadra 

Representação da quadra de badminton 

O badminton pode ser jogado numa quadra fechada ou mesmo num campo. Em ambos os casos, o local de prática é retangular sendo suas medidas aproximadamente 13 metros de comprimento por 6 de largura. Note que as dimensões da quadra variam de acordo com o número de jogadores. 

Fundamentos e Regras Básicas
  • O badminton pode ser jogado individualmente ou em duplas (masculinas, femininas ou mistas); 
  • A equipe de arbitragem é composta por árbitro principal, juiz de serviço e juiz de linhas; 
  • Para jogar, os competidores utilizam uma pena e uma raquete, em movimentos de saque e defesa; 
  • Marca ponto quem fizer com que a peteca toque a quadra da equipe adversária; 
  • O serviço deve ser feito sempre na diagonal, caso contrário, o ponto vai para o adversário; 
  • As partidas são disputadas em três sets de 21 pontos cada. Vence quem fechar dois sets primeiro; 
  • Durante uma jogada a peteca não poderá ser tocada duas vezes, na rebatida ela deve ultrapassar a rede e ir para a quadra adversária; 
  • Será considerada falta se a peteca acertar um dos jogadores ou os arredores da quadra; 
  • Também é falta se o jogador encostar na rede ou se o espaço do adversário for invadido. 
Quadra

O tamanho da quadra de badminton pode variar de acordo com a quantidade de jogadores da partida. Se ela for individual, o comprimento será de 13,4 metros e a largura será de 5,18 metros de largura. Caso a competição seja em duplas, a largura passa a 6,10 metros.

Dimensões de uma quadra de quadra de badminton

Ela é dividida ao meio por uma rede que fica a 1,55 metros do solo.

Ela é dividida em área de saque direito e área de saque esquerdo, e em diversas linhas: saque longo para simples, saque longo para duplas, saque curto, saque central, lateral para simples e lateral para duplas.

Fundamentos Técnicos do Badminton

Os Fundamentos técnicos do Badminton são as partes mais importantes do jogo, os movimentos e golpes utilizados pelos jogadores de Badminton. Os Fundamentos básicos do Badminton são oito: o Saque ou Serviço, a Empunhadura, o Clear, o Drop ou Drop-Shot, o Smash, o Drive, o Lob e o Net-Shot ou Net-Drop.

Empunhadura da Raquete de Badminton

A Empunhadura da Raquete de Badminton

A Empunhadura correta da Raquete de Badminton é feita segurando a Raquete como se estivesse apertando a mão de alguém. A articulação do Punho tem um papel muito importante no Badminton, diferentemente do que acontece no tênis onde o punho permanece rígido, no Badminton o punho deve estar solto para realização dos golpes.

A Diferença entre Forehand e Backhand no Badminton

O Forehande acontece quando o jogador de Badminton golpeia a peteca com a palma da mão virada para frente ou para a rede de Badminton. Já o Backhand é quando o jogador de Badminton golpeia a peteca com as “costas” da mão virada para frente, para rede.

Quase todos os golpes ou fundamentos podem ser realizado de Forehand ou Backhand.

O saque no Badminton

O Saque no Badminton, também chamado do Serviço, deve ser feito em trajetória diagonal, ou seja, em trajetória cruzada. Há um espaço na quadra de Badminton,chamado de área de serviço, onde os Saques devem ser realizados.



Há algumas regras que o sacador deve seguir no Badminton:
a) manter os dois pés ou parte deles no chão em uma posição imóvel;
b) acertar primeiramente a base da peteca;
c) golpear a peteca abaixo da sua linha de cintura;
d) tocar a peteca abaixo da linha da mão que segura a raquete;
e) não enganar o oponente; é preciso manter o movimento contínuo da raquete.

O Clear no Badminton

O Clear é um golpe basicamente defensivo, um dos fundamentos mais básico do Badminton. Ocorre quando a peteca está acima e à frente da cabeça do jogador de Badminton e ele bate nela com a raquete em direção ao fundo da quadra de seus adversários.

Apesar de ser mais usado na defesa, o Clear também pode ser usado para atacar. Isso acontece quando o jogador percebe que seu adversário está posicionado esperando outro tipo de golpe. Assim o jogador surpreende seu oponente, que não tem tempo de se reorganizar na quadra para fazer a defesa adequada.

O Drop no Badminton

O Drop é um golpe de ataque no Badminton, cujo objetivo é lançar a peteca bem perto da rede, o que dificulta a defesa de seu adversário. A velocidade do golpe pode variar, mas se o jogador conseguir ser rápido, dificilmente o adversário conseguirá se reorganizar para fazer a defesa.

O Smash no Badminton

O Smash é o golpe de ataque mais veloz e mais importante do Badminton. Sua execução é feita golpeando a peteca com precisão e força, de cima para baixo, como uma cortada no Voleibol. O Smash pode ser feito com ou sem salto, dependendo da altura da peteca no momento da realização do golpe.


O Drive no Badminton



O Drive é um golpe realizado quando a peteca está a meia altura, mais ou menos na altura dos ombros do jogador de Badminton. É executado como se o jogador estivesse “chicoteando” a peteca. Mais usado em jogos em duplas, a intenção do drive é lançar a peteca em algum ponto “descoberto” da quadra adversária.

Exemplo de Drive com Backhand 

O Lob no Badminton

O Lob é utilizado no Badminton quando a peteca é lançada bem próximo a rede. Para se defender o jogador de Badminton bate na peteca de baixo para cima, de forma que ela ganhe altura e caia no fundo da quadra adversária em trajetória parabólica.

A diferença do Lob para o Clear é que o Lob é executado de baixo para cima e a peteca deve ganhar altura, diferentemente do Clear, que é um golpe realizado em trajetória reta.

As características fundamentais para um bom Lob são boa altura, boa profundidadee uma boa recomposição em quadra após o golpe.

O Net-shot no Badminton

“O Net-Shot também é chamado de Net-Drop.” 

Assim como o Lob, o Net-shot é dos Funamentos do Badminton usado quando a peteca é lançada próxima a rede. A diferença entre eles é que no Net-shot o objetivo é devolver a bola também próxima da rede, dificultando a defesa do adversário. Outra diferença entre os Net-shots e o Lob é que os Net-shots podem ser realizados golpeando a peteca tanto de baixo para cima quando de cima para baixo.

Após realizar um Net-shot é importante que o jogador de Badminton tem uma rápida recuperação de seu posicionamento em quadra, pois a tendência que o contragolpe adversário seja rápido.

VÍDEOS










FONTES
  • https://www.todamateria.com.br/badminton/
  • https://escolaeducacao.com.br/badminton/
  • https://www.dicaseducacaofisica.info/resumo-fundamentos-do-badminton/













terça-feira, 4 de setembro de 2018

HANDEBOL


HANDEBOL


         Andebol ou handebol é uma modalidade desportiva criada pelo alemão Karl Schelenz, em 1919 — embora se baseasse em outros desportos praticados desde fins do século XIX, na Europa setentrional e no Uruguai. O jogo inicialmente era praticado na relva em um campo similar ao do futebol com dimensões entre 90 m a 110 m de comprimento e entre 55 m a 65 m de largura, a área de baliza (gol em português do Brasil) com raio de 13 m, a baliza com 7,32 m de largura por 2,44 m de altura (a mesma usada no futebol), e era disputado por duas equipas de onze jogadores cada, sendo a bola semelhante à usada na versão de sete jogadores. Hoje em dia a maioria dos jogadores pratica apenas o andebol de sete.




VÍDEOS DE HANDEBOL AMADOR













REGRAS DO HANDEBOL





 Regras Oficiais Handebol
http://www.brasilhandebol.com.br/Admin/Anexos/002336_Regras%20Oficiais%20-%20Handebol%20-%20CBHb%20-%20julho%20-%202016.pdf



quarta-feira, 16 de novembro de 2016

BASQUETEBOL - HISTÓRIA E FUNDAMENTOS




A HISTÓRIA OFICIAL DO BASQUETE



Em 1891, o longo e rigoroso inverno de Massachussets tornava impossível a prática de esportes ao ar livre. As poucas opções de atividades físicas em locais fechados se restringiam a entediantes aulas de ginástica, que pouco estimulavam aos alunos. Foi então que Luther Halsey Gullick, diretor do Springfield College, colégio internacional da Associação Cristã de Moços (ACM), convocou o professor canadense James Naismith, de 30 anos, e confiou-lhe uma missão: pensar em algum tipo de jogo sem violência que estimulasse seus alunos durante o inverno, mas que pudesse também ser praticado no verão em áreas abertas.

Depois de algumas reuniões com outros professores de educação física da região, James Naismith chegou a pensar em desistir da missão. Mas seu espírito empreendedor o impedia. Refletindo bastante, chegou à conclusão de que o jogo deveria ter um alvo fixo, com algum grau de dificuldade. Sem dúvida, deveria ser jogado com uma bola, maior que a de futebol, que quicasse com regularidade. Mas o jogo não poderia ser tão agressivo quanto o futebol americano, para evitar conflitos entre os alunos, e deveria ter um sentido coletivo. Havia um outro problema: se a bola fosse jogada com os pés, a possibilidade de choque ainda existiria. Naismith decidiu então que o jogo deveria ser jogado com as mãos, mas a bola não poderia ficar retida por muito tempo e nem ser batida com o punho fechado, para evitar socos acidentais nas disputas de lances.

A preocupação seguinte do professor era quanto ao alvo que deveria ser atingido pela bola. Imaginou primeiramente colocá-lo no chão, mas já havia outros esportes assim, como o hóquei e o futebol. A solução surgiu como um relâmpago: o alvo deveria ficar a 3,5 m de altura, onde imaginava que nenhum jogador da defesa seria capaz de parar a bola que fosse arremessada para o alvo. Tamanha altura também dava um certo grau de dificuldade ao jogo, como Naismith desejava desde o início.

Mas qual seria o melhor local para fixar o alvo? Como ele seria? Encontrando o zelador do colégio, Naismith perguntou se ele não dispunha de duas caixas com abertura de cerca de 8 polegadas quadradas (45,72 cm). O zelador foi ao depósito e voltou trazendo dois velhos cestos de pêssego. Com um martelo e alguns pregos, Naismith prendeu os cestos na parte superior de duas pilastras, que ele pensava ter mais de 3,0 m, uma em cada lado do ginásio. Mediu a altura. Exatos 3,05 m, altura esta que permanece até hoje. Nascia a cesta de basquete.

James Naismith escreveu rapidamente as primeiras regras do esporte, contendo 13 itens. Elas estavam tão claras em sua cabeça que foram colocadas no papel em menos de uma hora. O criativo professor levou as regras para a aula, afixando-as num dos quadros de aviso do ginásio. Comunicou a seus alunos que tinha um novo jogo e se pôs a explicar as instruções e organizar as equipes.

Havia 18 alunos na aula. Naismith selecionou dois capitães (Eugene Libby e Duncan Patton) e pediu-lhes que escolhesse os lados da quadra e seus companheiros de equipe. Escolheu dois dos jogadores mais altos e jogou a bola para o alto. Era o início do primeiro jogo de basquete. Curioso, no entanto, é que nem Naismith nem seus alunos tomaram o cuidado de registrar esta data, de modo que não se pode afirmar com precisão em que dia o primeiro jogo de basquete foi realizado. Sabe-se apenas que foi em dezembro de 1891, pouco antes do Natal.

Como esperado, o primeiro jogo foi marcado por muitas faltas, que eram punidas colocando-se seu autor na linha lateral da quadra até que a próxima cesta fosse feita. Outra limitação dizia respeito à própria cesta: a cada vez que um arremesso era convertido, um jogador tinha que subir até a cesta para apanhar a bola. A solução encontrada, alguns meses depois, foi cortar a base do cesto, o que permitiria a rápida continuação do jogo.

A pós a aprovação da diretoria do Springfield College, a primeira partida oficial do esporte recém-criado foi realizada no ginásio Armory Hill, no dia 11 de março de 1892, em que os alunos venceram os professores pelo placar de 5 a 1, na presença de cerca de 200 pessoas.

A primeira bola de basquete foi feita pela A. C. Spalding & Brothers, de Chicopee Falls (Massachussets) ainda em 1891, e seu diâmetro era ligeiramente maior que o de uma bola de futebol.

As primeiras cestas sem fundo foram desenhadas por Lew Allen, de Connecticut, em 1892, e consistiam em cilindros de madeira com borda de metal. No ano seguinte, a Narraganset Machine & Co. teve a ideia de fazer um anel metálico com uma rede nele pendurada, que tinha o fundo amarrado com uma corda mas poderia ser aberta simplesmente puxando esta última. Logo depois, tal corda foi abolida e a bola passou a cair livremente após a conversão dos arremessos. Em 1895, as tabelas foram oficialmente introduzidas.

Naismith não poderia imaginar a extensão do sucesso alcançado pelo esporte que inventara. Seu momento de glória veio quando o basquete foi incluído nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, e ele lançou ao alto a bola que iniciou o primeiro jogo de basquete nas Olimpíadas.

Atualmente, o esporte é praticado por mais de 300 milhões de pessoas no mundo inteiro, nos mais de 170 países filiados à FIBA.



FUNDAMENTOS TÉCNICOS

 DO BASQUETEBOL



CONTROLE DE CORPO
Em toda modalidade esportiva é preciso que o iniciante domine seu próprio corpo em movimentos básicos como: saída rápida, parada brusca e mudança de direção. Dominar o corpo é de suma importância para a realização de movimentos e gestos específicos do basquetebol, pois este fundamento está presente tanto nas ações ofensivas, quanto nas defensivas. É comum, uma preocupação equivocada dos alunos enfatizar somente a importância de fazer a cesta, com isso o aluno não toma conhecimento de seu próprio corpo, desconhecendo suas limitações e possibilidades.
Caracteriza-se pela capacidade de realizar movimentos e gestos específicos do basquetebol exigidos pela dinâmica do jogo:
  • Corridas para frente, trás e laterais
  • Corrida com mudança de direção
  • Fintas
  • Giros
  • Paradas bruscas: Interrupção do deslocamento para dificultar a ação da defesa

MANEJO DE BOLA
É um fundamento que tem como objetivo melhorar a habilidade geral do aluno no contato com a bola nas diversas possibilidades de movimentos com a bola, como rolar, tocar, quicar, segurar, lançar, enfim permitir o manuseio nos diversos planos do corpo, criando uma intimidade com a bola. Capacidade de manusear a bola em diversas situações de jogo. O professor deve criar oportunidades e incentivar as diversas possibilidades de manuseio da bola.
Modo de segurar a bola:
  • Ambas as mãos na parte lateral e posterior
  • Dedos entreabertos
  • Tocando a parte calosa dos dedos
  • Cotovelos próximos ao corpo

DRIBLE
O drible é um fundamento com a bola e é a forma pela qual o aluno se desloca pela quadra com a sua posse, sem infringir as regras do jogo. O drible é o ato de bater bola, impulsionando-a contra o solo com uma das mãos. A execução do drible pode ser descrita da seguinte maneira: a mão do drible é apoiada sobre a bola; com os dedos apontando para a frente; tronco ligeiramente inclinado à frente; pernas em afastamento ântero-posterior, sendo que à frente se coloca a perna oposta à mão do drible (drible com a mão direita – perna esquerda à frente). O drible é executado com movimentos coordenados de braço, antebraço, punho e mãos. A bola é empurrada de encontro ao solo, com um movimento de extensão do braço e ligeira flexão do punho ao seu final. A força empregada deverá ser tal que a bola retorne ao mesmo ponto de onde se originou o movimento, para que receba novo impulso. Nesta fase ascendente da bola haverá nova flexão do braço e a mão se apoiará sobre a bola para reiniciar o drible. Os movimentos serão contínuos e o olhar se voltará para a frente, e não para a bola.

Tipos de drible:
  • Alto ou de velocidade: utilizado para se deslocar em velocidade ou quando não sofre marcação. A bola é impulsionada à frente do corpo e lateralmente.
  • Baixo ou de proteção: utilizado quando o jogador recebe uma marcação e há a necessidade de proteção. Maior flexão das pernas e a bola deve ser protegida com o corpo.
Erros mais comuns
  • Bater com as duas mãos simultaneamente
  • Olhar para a bola ou para o solo;
  • Conduzir ou bater na bola, em vez de impulsioná-la;
  • Na proteção da bola, colocar à frente a perna correspondente à mão do drible;
  • Em deslocamento, driblar com a bola bem à frente do corpo e acima da linha da cintura, dificultando o deslocamento.

Funções do drible
  • Livrar‐se do adversário
  • Melhorar a posição para o passe
  • Penetrar na defesa adversária
  • Proteger a bola quando for marcado
  • Alterar o ritmo do jogo

PASSE
O passe é um fundamento de ataque com a bola. Este fundamento constitui uma maneira de levar a bola de um ponto a outro da quadra, sem infringir as regras do jogo de basquetebol. Este fundamento é executado mediante lançamentos da bola entre elementos da mesma equipe, com o objetivo de conseguir um melhor posicionamento na quadra, para maior facilidade na obtenção de uma cesta.
Os passes podem ser executados com uma ou ambas as mãos. No primeiro caso podem ser citados os passes: picado, à altura do ombro, por baixo e tipo gancho. No segundo podem incluir-se os passes: à altura do tórax, picado, acima da cabeça e baixo.

Tipos de passes

1. Passe de peito
  • Passe rápido
  • Utilizado em curtas e médias distâncias
  • Bola segue uma trajetória retilínea
  • Auxílio da semi‐flexão dos joelhos, inclinação do tronco à frente ou passada à frente.
Erros comuns
  • Abrir exageradamente os cotovelos ou mantê‐los muito próximos ao corpo
  • Unir as pernas durante o passe
  • Lançar a bola fora da linha de recebimento do companheiro
  • Lançar a bola com trajetória parabólica

2. Passe picado ou quicado
  • Utilizado para custas distâncias
  • Bola toca no solo antes de chegar ao companheiro
  • Pode ser executado com uma ou duas mãos

3. Passe acima da cabeça
  • Utilizado para curtas distâncias, especialmente para servir ao pivô ou quando se está bloqueado pelo marcador

4. Passe de ombro
  • Utilizado para atingir longas distâncias, principalmente em jogadas de contra‐ataque
  • O movimento inicia‐se à altura do ombro e ao lado da cabeça
  • Trajetória da bola pode ser reta ou parabólica
Erros comuns
  • Colocar à frente a perna correspondente à mão do passe
  • Levar a bola para trás da linha do ombro
  • Segura a bola com apenas um das mãos, não dando o apoio e suporte necessários

5. Passe de gancho
  • Utilizado para grandes distâncias, principalmente para ligação do contra‐ataque
  • Exige muita força
  • Baixa precisão

ARREMESSO
O arremesso é um fundamento de ataque realizado com o objetivo de se conseguir a cesta. Em uma partida de basquetebol o atacante de posse de bola poderá executar um arremesso de diversas formas, dependendo de sua posição na quadra, da posição do adversário mais próximo e de sua velocidade de deslocamento. Em função desses parâmetros surgem alguns tipos de arremessos mais utilizados. São eles: a bandeja, o arremesso com uma das mãos e o jump. Pode-se citar ainda o arremesso tipo gancho, muito utilizado pelos pivôs por sua localização próximo à cesta. Serão descritos os três primeiros arremessos, por sua importância na aprendizagem do basquetebol e também, por serem os mais utilizados durante a partida.

1. Bandeja
É um tipo de arremesso executado quando o atacante se encontra em deslocamento e nas proximidades da cesta adversária. A bandeja se caracteriza pela execução de dois tempos rítmicos e impulsão numa só perna. O atacante que arremessará se desloca em direção à cesta, com ou sem posse de bola.
  • Com posse de bola (driblando). Pelo lado direito: Ao se aproximar da cesta, numa região que varia conforme a amplitude de sua passada, o atacante segura a bola com o pé direito à frente (primeiro tempo rítmico) e executa um passo à frente com a perna esquerda (segundo tempo rítmico) preparando-se para a impulsão. Esta é dada com a perna esquerda, elevando-se o joelho da perna direita à frente para ajudar no salto e equilíbrio do corpo. Durante a fase aérea, a perna esquerda será mantida estendida. Simultaneamente, o atacante deverá colocar a mão de arremesso (no caso, a direita) atrás e um pouco embaixo da bola, deixando a esquerda posicionada lateralmente e dando-lhe o necessário apoio. O braço e o antebraço de arremesso formarão entre si um ângulo de 90 graus, com o cotovelo apontando para a cesta. Quando estiver no ponto mais alto do salto, o atacante deverá realizar o movimento de arremesso, estendendo o braço correspondente em direção à cesta. Ao final do movimento de braço, o atacante realiza uma flexão do punho, dando à bola uma rotação contrária à sua trajetória. Após o arremesso, o atacante deverá retomar sua posição no solo amortecendo equilibradamente a queda com os dois pés. É importante que se ensine ao aluno já na iniciação a bandeja feita tanto pelo lado direito como pelo esquerdo. Pelo lado esquerdo diferencia a perna dos tempos rítmicos e o braço que realizará o arremesso.
  • Sem posse da bola: Quando o atacante se aproxima da cesta sem a posse de bola, deverá recebê-la com a perna direita à frente (primeiro tempo rítmico), no caso da bandeja pelo lado direito. A partir daí o movimento segue a mesma descrição acima.
Erros mais comuns:
  • Não calcular corretamente o local de impulsão, colocando-se muito distante ou muito próximo da cesta;
  • Executar mais do que dois tempos rítmicos, cometendo uma violação (andada);
  • Flexionar a perna de impulsão na fase aérea;
  • Em função da velocidade de seu deslocamento, arremessar a bola com muita força;
  • Não olhar para a cesta no momento do arremesso;
  • Não obedecer à simetria entre membros superiores e inferiores (exemplo desse erro: arremessar com a mão direita e elevar o joelho da perna esquerda); e
  • Executar a queda numa só perna e muito distante do local de impulsão.

2. Arremesso com uma das mãos
Outra forma de concluir o ataque é por meio do arremesso com uma das mãos. Esse tipo de arremesso é realizado quando o atacante estiver em deslocamento a qualquer distância da cesta. Atualmente ele é executado na iniciação, quando o aluno/jogador ainda não apresenta condições de realizar o “jump” (outro tipo de arremesso, que será abordada a seguir) e/ou na situação lance livre. O atacante, de posse de bola e numa região da quadra que lhe permita o arremesso, deverá proceder da seguinte maneira (exemplo com a mão direita): Pés paralelos (pé direito ligeiramente à frente) e afastados naturalmente um do outro; o atacante deverá segurar a bola com a mão direita apoiada atrás e embaixo da mesma e com o braço e antebraço de arremesso formando um ângulo de noventa graus entre si. O braço deverá estar paralelo ao solo e o cotovelo apontando para a cesta. O movimento do arremesso inicia-se com uma semiflexão das pernas e a seguir, quase simultaneamente, faz-se a extensão delas e do braço direito (para a frente e para cima). Com a extensão das pernas e do braço de arremesso, a bola é lançada à cesta com uma trajetória parabólica e uma rotação contrária à sua direção. A rotação da bola é possível com a flexão do punho ao final do movimento. Como consequência dessas ações, o final do arremesso poderá ser acompanhado por um salto.

Erros mais comuns:
  • Colocar à frente a perna contrária ao braço de arremesso;
  • Não semiflexionar as pernas para iniciar o movimento;
  • Colocar a bola atrás da cabeça ou em uma posição que dificulte a visão da cesta;
  • Não manter o braço de arremesso paralelo ao solo;
  • Estender somente o antebraço, imprimindo uma alavanca inadequada ao movimento;
  • Não apontar o cotovelo para a cesta;
  • Não olhar para a cesta;
  • Não flexionar o punho ao final do movimento e
  • Não dar à bola uma trajetória parabólica.

3. Arremesso do tipo “jump”
O termo “jump”, de origem inglesa, significa saltar, pular. Esse tipo de arremesso é o mais utilizado e um dos mais eficientes no basquetebol moderno. Sua principal característica é que o momento do arremesso coincide com o momento mais alto do salto. O “jump” pode ser realizado tanto partindo de uma posição estática quanto em deslocamento. Pode ser um arremesso de grande eficiência, podendo ser executado próximo à cesta ou também a longa distância.
Sua execução obedece aos seguintes procedimentos: Após o atacante completar um drible ou receber um passe em condições adequadas de arremesso, deverá empunhar a bola com ambas as mãos, sendo que a mão do arremesso (exemplo com a direita) deverá estar posicionada atrás e embaixo da bola com o respectivo braço paralelo ao solo e formando um ângulo de 90 graus com o antebraço. O cotovelo deverá apontar para a cesta. A mão esquerda deverá estar apoiada na parte lateral da bola. Os pés deverão estar colocados paralelos e em afastamento natural. O movimento se inicia com uma semiflexão das pernas, preparando-se para a impulsão. O salto deverá ser realizado sobre os dois pés. Quando o atacante atingir o ponto mais alto do salto, inicia-se a extensão do braço de arremesso. Essa extensão deverá finalizar com a flexão do punho para imprimir à bola uma rotação contrária à sua direção. A bola deve ser lançada seguindo uma trajetória parabólica. O braço de arremesso termina o movimento totalmente estendido e em direção à cesta. A queda será executada simultaneamente sobre os dois pés.

Erros mais comuns:
  • Iniciar a extensão do braço de arremesso antes ou depois de se atingir o ponto mais alto do salto;
  • Não executar a queda sobre as duas pernas;
  • Não manter um equilíbrio no plano vertical durante o salto; e
  • Pode-se considerar também os erros citados no arremesso com uma das mãos.

REBOTE
Em um jogo de basquetebol, toda vez que houver uma tentativa de arremesso os jogadores deverão se posicionar de tal forma que, se a cesta não for convertida, eles estarão em condições de conseguir a posse da bola. Portanto, o ato de recuperar a bola após um arremesso não-convertido é denominado rebote.
O rebote pode ser classificado como: rebote de defesa ou defensivo e rebote de ataque ou ofensivo.
  • Rebote de defesa – É a recuperação da bola por um defensor após o arremesso do adversário. O rebote de defesa pode ser dividido em fases distintas. Estas fases são: acompanhamento visual da trajetória da bola, bloqueio ao adversário, salto e tomada da bola e queda. A ação do rebote se inicia quando o atacante executa o arremesso. O defensor deverá tomar algumas atitudes para facilitar a sua ação de rebote caso o arremesso não seja convertido:
  1. Acompanhar visualmente a trajetória da bola para se colocar adequadamente.
  2. Ao mesmo tempo ele deverá se colocar entre a cesta e seu adversário, de frente para aquela. Não há uma distância definida para que o defensor se posicione em relação à cesta. Entretanto nunca deverá estar imediatamente sob ela. Com esta ação o defensor executará o bloqueio de rebote.
  3. O bloqueio é executado com o corpo equilibrado e preparado para absorver os choques provocados pelos contatos corporais que ocorrem nesta fase do rebote.
  4. Sincronizar o tempo de salto com a recuperação da bola, para poder tomar contato com a mesma no ponto mais alto do salto e da trajetória da bola. Esta pode ser considerada a fase mais difícil do rebote.
  5. Ao recuperar a bola o defensor deve realizar a queda de forma equilibrada (sobre os dois pés) e protegê-la com o corpo (principalmente com os braços, abrindo os cotovelos).
  6. Com a posse da bola e no solo, o jogador terá duas alternativas: passar para um companheiro melhor posicionado ou driblar para uma região menos congestionada da quadra (de preferência para as laterais).

  • Rebote de ataque – É a recuperação da bola por um atacante após arremesso não convertido executado por um companheiro de equipe ou por ele mesmo. No rebote de ataque podem ser identificadas as mesmas fases do rebote de defesa. O atacante deverá tomar algumas atitudes para facilitar sua ação de rebote, caso o arremesso não seja convertido:
  1. Proceder como nos itens 1 a 4 do rebote de defesa;
  2. Ao recuperar a bola, e estando equilibrado no solo, o atacante deverá tentar um novo arremesso ou passá-la a um companheiro melhor posicionado para arremessar ou reiniciar o ataque. Obs. – Na fase aérea do rebote existe a possibilidade de o atacante tocar a bola para a cesta sem dominá-la. Esta ação é denominada “tapinha”.
Erros mais comuns:
  • Colocar-se muito embaixo da cesta;
  • Não se colocar na região mais próxima à cesta, onde normalmente ocorrem os rebotes.
  • Não sincronizar o salto com o ressalto da bola no aro ou tabela; e
  • Conseguindo a posse da bola, não protegê-la devidamente, deixando que um adversário tenha facilidade em recuperá-la. Exemplo: colocar a bola atrás da cabeça.

Fonte: Marlus Alexandre Sousa e Rubens Venditti Júnior. Artigo disponível no Boletim EF: Iniciação esportiva no Programa Segundo Tempo: perspectivas teóricas, reflexões e proposta metodológica para os fundamentos do Basquetebol